31 / maio / 2019

12 filmes obrigatórios para quem ama arte

12 filmes obrigatórios para quem ama arte

Grandes obras de arte costumam render mais do que dinheiro e reconhecimento, mas também ótimas histórias. Os artistas mais geniais costumam ter trajetórias ainda mais fascinantes que seu trabalho, além de serem também personagens riquíssimos, fora do comum, que despertam o interesse de muita gente.

 

Assim, é natural que a indústria do cinema tenha um lugar reservado para contar a vida de artistas e obras que marcaram o mundo. Muitos tiveram sua história contada diversas vezes; outros, menos conhecidos, são apresentados ao grande público pela primeira vez em filmes. Mas todos rendem grandes produções que costumam causar muito impacto na plateia, principalmente em quem ama e acompanha a arte.

 

Confira a lista que preparamos com 12 filmes que você que se interessa pelo assunto precisa assistir:

 

Basquiat

 

Jean-Michel Basquiat foi um jovem artista com ascendência afro-caribenha que surgiu no caldeirão criativo que era a Nova Iorque da década de 70. À beira de um colapso econômico, a cidade atraís jovens de todas as partes e das mais diversas áreas, como dança, canto e poesia. A obra de Basquiat faz parte do que os críticos chamam de neoexpressionismo e, ao contrário do que costuma acontecer, teve seu valor cultural reconhecido no seu próprio tempo, rendendo fama e dinheiro ao artista.

 

O filme conta com um ótimo elenco, que inclui David Bowie, Benicio Del Toro, Claire Forlani, entre outros, e mostra a rápida trajetória de Basquiat, desde sua descoberta por Andy Warhol até sua morte por overdose de heroína aos 27 anos. Uma opção muito interessante para quem se interessa por arte urbana e contemporânea.

 

Love is the devil

 

Esse filme produzido pela rede de televisão BBC se dedica a um breve período da vida de Francis Bacon, pintor britânico cuja obra se destaca pela utilização de figuras abstratas para retratar papas, crucificações e retratos de conhecidos com crueza e emoção.

 

Multipremiada, a produção explora a importância do romance na construção da vida de um artista e de que maneira ele acaba refletindo na sua própria arte. Destaque para as atuações de Derek Jacobi, que interpreta Bacon, e Daniel Craig, que interpreta o meliante e interesse amoroso George Dyer, papel que é considerado seu salto para o estrelato.

 

No Portal da Eternidade

 

Van Gogh é um dos artistas cuja vida já foi extensamente explorada nas telas do cinema. Essa é a produção mais atual e traz Willem Dafoe no papel do pintor, atuação que garantiu ao ator uma indicação ao Oscar. Dirigido por Julian Schnabel – que também dirigiu Basquiat – o filme se concentra nos últimos dias de Van Gogh e oferece uma abordagem diferente de sua vida – e morte. Ele evita clichês conhecidos do artista, fugindo da imagem depressiva e amargurada com a vida que ele carrega no imaginário popular, e trabalha com a versão de que o holandês teria morrido vítima de um crime. Uma abordagem interessante que vale a pena conferir.

 

Pollock

 

A técnica do drop-painting celebrizada por Jackson Pollock pode parecer aleatória e até “infantil” para os leigos, mas o artista americano foi um dos grandes nomes da pintura. Primeira grande celebridade americana do mundo das artes, ele chegou a estampar a capa da revista Life, em 1949, com os dizeres “será ele o maior artista vivo dos Estados Unidos?”. O filme mostra como as tragédias da vida de Pollock foram cobrando cada vez mais seu preço com o passar do tempo, levando-o a destruir tudo que tinha de mais importante, até sua vida. Filme marcante que vale pelas ótimas interpretações de Ed Harris e Marcia Gay Harden, que ganhou o Oscar de melhor atriz pelo papel.

 

Frida

 

Bastante celebrada atualmente como um dos grandes exemplos de mulheres fortes da história, a artista mexicana Frida Kahlo ganhou uma cinebiografia muito interessante na qual é interpretada por Salma Hayek, que foi indicada ao Oscar pelo papel. O filme mostra a atribulada vida de Kahlo e sua carreira na pintura, iniciada após um acidente automobilístico quando a artista tinha apenas 18 anos. Um retrato rico e cativante de uma das figuras mais importantes da arte sul-americana.

 

Anti-herói americano

 

Hoje em dia, as histórias em quadrinho são bem reconhecidas como obras de arte. É por isso que incluímos Anti-herói Americano na nossa lista. Vencedor do prêmio do Júri no Festival de Sundance na categoria melhor drama, o filme mostra a vida de Harvey Pekar, arquivista de hospital que decide transformar seu dia a dia em gibi e lança a HQ independente American Splendor. Entre fatos corriqueiros da rotina e episódios incríveis, como as participações no programa de David Letterman (que acabaram mal, com o autor sendo banido do programa), que o transformaram em uma celebridade instantânea, acompanhamos uma trajetória curiosa narrada de maneira brilhante.

 

The price of everything

 

Obras que aparentemente poderiam ser feitas por qualquer um e conseguem cifras absurdas em leilões de arte. 50, 60, 80, 100 milhões de dólares por um quadro. Você já parou para pensar em como uma peça teoricamente simples pode valer tanto? Como se chegou a esses valores? É o que explora o documentário “The Price of Everything”. O filme entrevista críticos, artistas, galeristas e colecionadores para tentar responder aos constantes questionamentos sobre o real valor dessas obras. Talvez não valha a pena pagar 100 milhões em um quadro, mas investir seu tempo para assistir essa produção instigante vai valer cada segundo.

 

The cool school

 

Narrado pelo ator Jeff Bridges, esse filme conta a história da Ferus Gallery, galeria de Los Angeles que criou uma cena artística riquíssima na década de 1960. Utilizando tudo que encontravam pela frente como matéria-prima, rompendo todos os padrões da época e ignorando solenemente a história da arte, aquele grupo de artistas criou uma revolução baseada no amor pela criatividade. Um filme obrigatório para os amantes do gênero.

 

Woman Art Revolution

 

O WAR (Women Artists in Revolution) foi um movimento criado por mulheres no final dos anos 1960 para derrubar barreiras e reivindicar o lugar da sua arte em galerias e na própria história. Amplamente dominado por homens na época, o cenário artístico teve importantes contribuições femininas, que agora chegam ao público graças a esse documentário. O grande destaque do filme são as cenas raras registradas na época e nas décadas seguintes, que mostram um pouco sobre o trabalho e a cultura de cada período. Uma abordagem interessantíssima e bastante atual sobre o cenário artístico.

 

Saving Banksy

 

Famosos por sua obra de rua politizada e protagonista de uma das ações mais comentadas dos últimos tempos (quando provocou a autodestruição de uma de suas obras, que havia acabado de ser comprada em leilão), o artista Banksy é tema deste filme que discute o valor das obras de rua. Afinal, o grafite e outras intervenções urbanas, tão diminuídas e marginalizadas, pode ser considerado arte? Uma produção instigante para quem procura por um novo olhar sobre o mundo artístico.

 

Escada para o Céu

 

Guo-Quiang é um artista chinês conhecido por “pintar com fogo”. Só pela descrição, podemos ter a certeza de que seu trabalho é incrível e inovador. No filme dedicado ao artista, ficamos conhecendo um pouco mais suas inspirações e motivações, que o levam a utilizar materiais tão pouco ortodoxos quanto pólvora e fogos de artifício para criar sua arte. Uma arte inovadora e surpreendente que vale a pena conhecer.

 

Cidade Cinza

 

Utilizando a cidade de São Paulo como tela, esse documentário dirigido por Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo pinta uma discussão sobre a arte urbana e questionamentos sobre o seu impacto e importância. Com depoimentos dos renomados grafiteiros conhecidos como Os Gêmeos, a obra oferece um painel rico sobre a cultura que move milhões de artistas no mundo todo a abraçarem a cultura urbana e fazerem das ruas sua grande galeria de exposição.

 

Meia Noite em Paris

 

Uma comédia com o toque sutil e atrapalhado de Woody Allen que explora a história da arte de maneira criativa e inusitada. É isso que Meia Noite em Paris oferece ao espectador. O filme conta a história de Gil, um roteirista frustrado que viaja para Paris com a noiva e, ao pegar carona em um carro antigo à meia-noite, é transportado para o passado, com alguns dos maiores artistas da história. Uma produção leve e divertida que vale a pena conferir.

 

Fontes: Alphaville Urbanismo, Arte que Acontece, Guia da Semana, Sessão Comentada, O Globo.