15 / fev / 2019

15 livros para abrir a mente e viajar

Já diz a conhecida frase: quem lê, viaja. De fato, começar uma nova leitura é passear por novos lugares, conhecer novos mundos, novas ideias, novas formas de ver as coisas. Tudo isso sem sair do lugar. Uma experiência e tanto, que deve ser sempre valorizada.

Pensando nisso, preparamos uma lista com alguns livros interessantes para ajudar você na sua próxima “viagem”. Priorizamos publicações que entreguem algo um pouco fora do comum, com muita criatividade e alta qualidade. Então, arrume suas bagagens e tenha uma ótima viagem!

1) Antologia do Humor Russo, vários autores
À primeira vista, uma coletânea com obras de humor russo pode causar certo estranhamento. A Rússia costuma ser vista como um país distante e frio, não apenas geográfica e meteorologicamente falando. Mas quando lembramos de grandes nomes como Gógol e Dostoiévski, fica claro que os russos sabem escrever e muito bem. E o humor não é exceção. Os textos exploram diversos gêneros da prosa com bastante paródias, sátiras e ironias.

2) Toda Poesia, Paulo Leminski
Leminski é um dos autores brasileiros mais celebrados, graças a sua combinação competente da erudição da poesia concreta com a sensibilidade livre da poesia lírica. O resultado são obras inteligentes, que divertem, surpreendem e sempre emocionam. Esse livro reúne todas as suas poesias e dá a verdadeira mostra que toda a sua grandeza.

3) Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, Yuval Noah Harari
Uma das obras mais comentadas da atualidade graças à indicação de personalidades como Mark Zuckerberg e Barack Obama, na qual o autor destrincha o desenvolvimento da espécie humana com base em três revoluções – cognitiva, agrícola e científica. Uma leitura leve e muito interessante que desperta diversos questionamentos sobre a nossa natureza.

4) Finnegans Wake, James Joyce
Se você anda um pouco desanimado com os romances tradicionais e deseja experimentar algo desafiador e singular, sugerimos Finnegans Wake, de James Joyce. Um dos livros mais difíceis e complexos da literatura mundial, ele utiliza o inglês e palavras tiradas de mais de 60 idiomas em uma verdadeira torrente de orações, cheias de simbolismo e fluxo de consciência. Sobre o que é o livro? Leia e junte-se aos acadêmicos que tentam responder essa pergunta há quase 80 anos – o português é um dos poucos idiomas para qual ele foi traduzido.

5) A Bicicleta de Carga e Outros Contos, Miguel Sanches Neto
Afinal, para se criticar uma obra é preciso fazer melhor? Se a resposta for sim, esse livro mostra que o crítico literário Miguel Sanches Neto tem bastante lastro para criticar o que bem entender. Seus contos exploram os ruídos na comunicação presentes nos relacionamentos e a própria natureza humana em histórias sublimes.

6) O Evangelho Segundo Jesus Cristo
Um dos mais brilhantes escritores da Língua Portuguesa, José Saramago era ateu confesso e causou muita polêmico com o lançamento desse livro. Nele, Saramago oferece uma visão mais humana sobre a vida de Jesus Cristo, permeada por filosofia, questionamentos, poesia e até graça, na sua inconfundível prosa. É considerado um dos melhores romances do século XX.

7) Clube da Luta, Chuck Palahniuk
Craque em explorar as fraquezas e abismos da moral humana, Chuck Palahniuk questiona a cultura do consumo, o existencialismo e o vazio da nossa existência com uma obra que se destaca pela sua crueza. Famoso por ter sido adaptado como filme, é nas páginas do livro que Clube da Luta consegue desferir seus golpes mais poderosos.

8) Folhas de Relva, Walt Whitman
Um dos maiores poetas norte-americanos, famoso por citações a sua obra em produções de cinema e televisão, como Sociedade dos Poetas Mortos e Breaking Bad, Walt Whitman abusa do verso livre em poemas longos. Indicado para leitores atentos em busca da poesia em sua melhor forma.

9) A Montanha Mágica, Thomas Mann
Considerada uma das mais importantes obras da literatura alemã, A Montanha Mágica conta a história de um jovem de vinte anos que vai visitar o primo em um sanatório, onde encontra uma série de personagens que o permitem aprender sobre o amor, a arte e a fragilidade humana.

10) O Andar do Bêbado, Leonard Mlodinow
Qual o verdadeiro papel do acaso nas nossas vidas? Com base em conceitos da matemática, da física, da ciência, da economia e da psicologia, o autor mostra que muitas das coisas sobre as quais acreditamos ter todo o controle, estão à mercê da sorte.

11) Sagarana, Guimarães Rosa
Um dos maiores autores brasileiros mostra toda a sua genialidade nessa coletânea de contos, que explora temas universais, como o amor e a morte, com uma prosa regionalista, com histórias que se passam no sertão de Minas Gerais.

12) O Alienista, Machado de Assis
O Dr. Simão Bacamarte constrói um asilo, a Casa Verde, para tratar a loucura nos moradores da cidade de Itaguaí. Apoiado no início, logo seus métodos começam a ser questionados, conforme sua obsessão pelo trabalho começa a tornar cada vez menos tênue a linha entre os sãos e os insanos. Uma obra ácida e inteligente com a marca de Machado de Assis.

13) Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
Uma das obras mais importantes da literatura mundial, Em Busca do Tempo Perdido é provavelmente também uma das menos lidas, por causa dos seus extensos sete volumes. Deixamos aqui como uma sugestão e também um desafio. No livro, Proust oferece reflexões sobre a arte, a passagem do tempo e, principalmente, as memórias voluntária e involuntária e seus papéis.

14) Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago
Obra mais famosa de Saramago, também transformada em filme, Ensaio Sobre a Cegueira conta a história de uma sociedade que se vê vítima de uma repentina “cegueira branca”. Quando se vai a visão, a pessoas começam a mostrar a verdadeira forma da sua essência e, nessa hora, é quase uma benção não poder enxergar o que está à frente. Um clássico obrigatório que inspira diversas reflexões.

15) A Branca Voz da Solidão, Emily Dickinson
Todos os poemas da norte-americana Emily Dickinson foram publicados postumamente, encontrados nos bolsos do seu avental e na posse de terceiros após sua morte, em 1886. Seus versos, considerados inicialmente como difíceis e estranhos, são hoje reconhecidos como simples, belos e únicos. Essa obra reúne alguns dos principais, perfeitos para uma leitura ocasional.

Fontes: Revista Bula [1, 2], Blog Agendor e Cultura Genial.