29 / mar / 2019

As 5 principais tendências em energia renovável

A utilização de fontes de energia renovável é uma das medidas mais importantes que podem ser tomadas a favor do meio ambiente, graças ao seu baixo impacto. Não é à toa que existe um número crescente de empresas e startups investindo no segmento. A quantidade de energia gerada a partir de fontes renováveis cresce a cada ano – a Alemanha, por exemplo, bateu seu recorde na geração desse tipo de energia no primeiro semestre de 2018, superando os 100 bilhões de kWh.

Por outro lado, a sua utilização ainda tem um longo caminho a percorrer. A energia não-renovável proveniente de recursos naturais esgotáveis e que agride o meio ambiente, ainda predomina. Entre as principais fontes desse tipo de energia, podemos destacar:

– Carvão mineral
– Gás natural
– Petróleo

Mesmo assim, a área de geração de energia renovável vem se desenvolvendo com uma velocidade impressionante e já caminha para se tornar protagonista em um futuro não muito distante. Pelo menos, é o que aponta um estudo da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), que destaca as cinco principais tendências de fontes de limpas de energia. São elas:

1. Baterias

As baterias são uma das maiores tendências em energia limpa. Isso porque o valor dos pacotes de bateria íon-lítio vem registrando queda após queda – em 2017, ele caiu 24% e já acumula uma redução de cerca de 80% por megawatt-hora desde 2010.

O motivo é o aumento de interesse pelos carros elétricos. Se até pouco tempo atrás era raro ver um modelo desses na rua, a situação agora é bem diferente: em 2018, foram comercializados cerca de 1,5 milhão de unidades. O surgimento de novos players nesse mercado contribuiu para o aumento na produção e a consequente queda no preço desse tipo de veículo, ao ponto que os analistas da Bloomberg New Energy Finance acreditam que a partir de 2020, os carros elétricos superarão os de combustão interna em investimento inicial e longevidade.

2. Baixo carbono (energia eólica e energia solar)

A queda nos preços das baterias também contribui para outras formas de geração de energia renovável, como por exemplo a eólica e a solar. Com a possibilidade de armazenamento e utilização da energia conforme a demanda, a utilização de ambos os métodos tende a se difundir. Além disso, tanto a geração de energia a partir do vento quanto do sol está ficando mais baratas. Em 2050, espera-se que 50% de toda a energia mundial tenha origem nessas tecnologias.

A geração de baixo carbono deve receber investimentos significativos na próxima década, o que também vai contribuir muito para a sua disseminação. Estima-se que esses números somados atinjam quase U$ 20 trilhões, o que deve aumentar a capacidade de geração de energia solar em 17 vezes e a de energia eólica em cerca de seis vezes.

3. Transportes elétricos

Os veículos estão entre os maiores poluentes do planeta. Esse cenário, no entanto, tem tudo para mudar radicalmente nos próximos anos. Os grandes responsáveis pela mudança serão os veículos elétricos, que devem ser maioria nas ruas até 2040. É o que mostram os dados do estudo da BNEF, que indica que as versões elétricas representarão cerca de 28% até 2030 e 55% até 2040. E se engana quem pensa que essa realidade diz respeito apenas aos carros: o segmento dos ônibus deve brilhar com a energia renovável, com os elétricos representando cerca de 84% do mercado mundial.

4. Gás

O gás natural é um combustível não renovável e sua presença nessa lista se deve justamente ao novo papel que ele deve tomar daqui para frente. As usinas elétricas passarão a ter um papel de suporte na geração de energia renovável, deixando de lado a produção do que se conhece como eletricidade contínua. Assim, embora as previsões apontem para um aumento de 15% na geração a gás, a participação a nível global deve diminuir em cerca de 6%.

5. Carvão

O carvão é outra fonte de energia não renovável que aparece como tendência porque está começando a ser utilizada de maneira sustentável. Mas, ao contrário do gás natural, que pode ser utilizado de outra forma, a queima de carvão não oferece nenhuma possibilidade muito sustentável. Por isso, ela está em queda.

O estudo da BNFE apontou que as usinas devem reduzir em mais de 50% a utilização de carvão até 2050. Esse é um dos principais motivos para esperar uma queda significativa nas emissões de carbono dos próximos 30 anos – espera-se uma diminuição de quase 40%.

O caminho para a sustentabilidade é longo e bastante cheio de obstáculos. A boa notícia é que ele está bem mais acessível do que há alguns anos. Hoje, o futuro se mostra muito mais promissor, graças ao trabalho de empresas ecologicamente responsáveis. Por isso, nosso apoio é fundamental. Exigir medidas mais sustentáveis é o primeiro passo para alcançarmos uma realidade onde a energia renovável domine a geração global.

Fontes: Nova Cana, DW, Exame e Brasil Escola.