23 / nov / 2018

Leonardo da Vinci: leia os manuscritos on-line

Quem gosta de arte e cultura com certeza tem grande admiração por Leonardo da Vinci. Com conhecimento notório em diversas áreas como engenharia, matemática, artes e até música, o trabalho de da Vinci é reconhecido no mundo inteiro, com invenções muito à frente do seu tempo que promoveram avanços em diversos campos. Por muitos é considerado o maior gênio da história. Não é à toa que existe muito interesse pelos seus manuscritos, que continham o registro de suas principais ideias.

Por isso, as notícias divulgadas pela Biblioteca Nacional do Reino Unido, em 2017, e pela Biblioteca Nacional de Arte, em Londres, de que grande parte da coleção de notas de Leonardo da Vinci será digitalizada causaram uma verdadeira comoção mundial. Agora, estudar o legado do grande mestre será uma tarefa muito mais simples e, principalmente, acessível, pois o conteúdo está disponível gratuitamente.

A digitalização dos manuscritos

Em 2017, a Biblioteca Nacional do Reino Unido fez uma parceria com ninguém menos do que a Microsoft para publicar o trabalho de Leonardo da Vinci na internet. O manuscrito escolhido foi o Codex Arundel, que contém cerca de 570 páginas com anotações feitas entre 1480 e 1518 sobre os mais diversos assuntos, como mecânica e geometria. O material, claro, está todo em italiano, mas mesmo quem não entende nenhuma palavra do idioma vai aproveitá-lo. O site oferece a função zoom, que permite visualizar em todos os detalhes todo a genialidade dos rascunhos do grande mestre.

Agora, uma inciativa muito parecida foi realizada pela Biblioteca Nacional de Arte, do Victoria and Albert Museum (V & A), em Londres. Os cadernos escolhidos dessa vez são os que compõem o Codex Forster. Escrito no período entre 1439 e 1505, ele é composto de 354 folhas divididas em três encadernações:

Forster I: 101 folhas com estudos sobre geometria euclidiana, geometria, hidráulica e formulações químicas. É um dos poucos manuscritos de da Vinci que seguem uma estrutura bem definida.

Forster II: contém dois manuscritos divididos em 159 folhas que falam sobre mecânica, estudos de nós, arquitetura e assuntos relacionados a física.

Forster III: com 94 folhas, esse material tem um perfil de caderno de anotações para o cotidiano, com anotações do dia a dia e ideias de fábulas e parábolas. Segundo o registro histórico, esse é o caderno que da Vinci utilizava no cinto.

É importante notar que, durante sua vida, Leonardo da Vinci não se esforçou em tentar publicar nenhum dos seus cadernos, deixando tudo como herança para o seu aluno Francesco Melzi. Muitos foram adquiridos por estudiosos, colecionadores de artes e museus.

A obra de Leonardo da Vinci

Um dos maiores expoentes do Renascimento Cultural, Leonardo da Vinci nasceu em 15 de abril de 1452. O local do seu nascimento ainda causa controvérsias: alguns estudiosos apontam Anchiano, enquanto outros dizem que foi em uma cidade localizada nas margens do rio Arno, entre as cidades de Pisa e Florença.

O trabalho de da Vinci sempre mostrou uma enorme curiosidade e vontade de entender as coisas, se alastrando pelas mais diversas áreas, como física, matemática, química, arquitetura, mecânica, entre outras. Mas foi como pintor que Leonardo da Vinci conquistou o reconhecimento em seu próprio tempo.

Uma das técnicas mais proeminentes do trabalho de da Vinci era o sfumato, descrito por ele como “sem linhas ou fronteiras, na forma de fumaça ou para além do plano de foco”. O resultado é um efeito perfeito, no qual é não se consegue observar as pinceladas, tamanha é a sua qualidade.

A Mona Lisa

Obra mais famosa de da Vinci e uma das mais celebradas no mundo inteiro, a Mona Lisa também é cercada de mistérios. Algumas correntes de estudiosos defendem que ela é a uma imagem de mulher idealizada pelo artista; outros, de que seria o próprio Leonardo da Vinci reimaginado no gênero feminino. A teoria mais aceita, no entanto, diz que a modelo é Lisa del Giocondo, esposa do comerciante Francesco del Giocondo.

A pintura se destaca pela expressão marcante da modelo, com um sorriso enigmático e sereno que deu origem a diversos estudos, histórias e filmes, bem como pelo seu equilíbrio. Leonardo buscou a harmonia extrema nessa obra, o que fica evidente nas proporções da figura e na maneira como ela se encaixa na paisagem. Também chama a atenção a utilização perfeita da técnica do sfumato para criar volumes e nuances.

Atualmente, a Mona Lisa está exposta no Museu do Louvre, em Paris.

Uma verdadeira viagem por uma das mentes mais geniais da história. É isso que a digitalização dos trabalhos de Leonardo da Vinci representa. Uma chance única de ver de perto um trabalho inestimável para a civilização, que inspirou e continua inspirando milhares de pessoas ao redor do mundo.